quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Os homens da minha vida !!!!!

Em uma conversa com minha filha ela me disse que eu tinha um conceito de felicidade machista, ou seja, considerava que os homens nos faziam felizes.
Isso me fez de novo pensar no assunto, já tinha pensado e falado sobre isso num curso de reciclagem.
Então acho que realmente tenho tendência a ser "muito compreensiva" com os defeitos masculinos. Acredito que isso venha da minha experiência com os homens desde que me entendo por gente. Fui criada numa família de mulheres de personalidade muito forte, que tem por costume, desejo ou necessidade dar conta de suas vidas.  Não precisamos de homens para sermos felizes, e acho que foi isso que fez com que os homens da família se preocupassem mais em nos agradar, pois seríamos felizes com ou sem eles.
Desde muito pequena sempre vi meu pai de bom humor, tranquilo e feliz. Fazia de tudo para fazer a nós filhos e principalmente minha mãe felizes.
Era meu pai que me fazia rir e me buscava na cama para assistir televisão com ele até de madrugada. Foi meu avô que comprou um sapato de princesa que me fez imensamente feliz. Foi um dos meus tios que me ensinou a dar nó nos sapatos e a ver as horas. Foi um outro tio que me ajudou nas tarefas escolares e me levava e buscava da escola e mais tarde um outro que me ajudou nas dificuldades que eu tinha com as lições de inglês.
Como tenho muitos tios, foi um outro teve sua primeira briga com a esposa no altar ainda, no dia do casamento porque elogiou a mim e não noiva, quando entramos na igreja. E faz questão de relembrar entre gargalhadas sempre que nos encontramos. Eram os meus tios que me davam dinheiro para balas e revistinhas. E enquanto não tinha permissão para sair de casa sózinha, eram meus tios e meus primos que me levavam ao cinema, a praia e para dançar. Dancei muito na minha vida graças aos homens da minha vida, que sempre arranjavam um jeito de me tirar das posses de mamis, que na maioria das vezes tinha que ser muito adulada para que eu pudesse fazer com eles coisas que ela não permitia.
Era com eles que eu primeiro brincava, depois contava piadas, ia a jogos de futebol, aos bailes de formatura e carnaval, conversava sobre sexo, bebia e fumava.
Não que eu tenha tido experiências ruins com as  mulheres da famíla, sempre fui muito amada por todas elas. Tive momentos muito bons com elas também. Mas quando me lembro de algo que realmente me fez feliz, é a imagem de um homem da famíla que vem junto.
Os homens da minha família não nos permitiam carregar peso, ajudavam nas tarefas domésticas e a cuidar das crianças.
Estavam sempre rindo e eram muito mais pacientes que as mulheres. Acho que é por tudo isso que tenho a tendência a ser mais compreensiva com os homens. Mas isso não quer dizer que não veja ou que esconda seus defeitos. Talvez seja um pouco mais tolerante por causa disso, mas não justifico ou ignoro seus defeitos. Não tenho dois pesos e duas medidas, mas com eles aprendi que sempre devemos ouvir os dois lados.

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